Domitila Manssur apresentou a campanha humanitária da Associação dos Magistrados Brasileiros a quase 200 pessoas
Os dados sobre a violência doméstica no Brasil e a importância da denúncia foram alguns dos temas levados pela diretora da AMB Mulheres, Domitila Manssur, aos colaboradores da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA). “Quanto mais acolhedora for a sociedade, mais mulheres irão denunciar e menores serão as taxas de feminicídio”, afirmou a magistrada aos mais de 170 participantes da videoconferência sobre a campanha Sinal Vermelho, na última quinta-feira (13).
A campanha humanitária contra a violência doméstica foi lançada em junho de 2020, com o intuito de auxiliar vítimas no pedido silencioso de socorro. Com um “X” na palma da mão, a mulher pode pedir ajuda em estabelecimentos comerciais, como farmácias, agências do Banco do Brasil, onde os atendentes treinados chamarão a polícia. No Brasil, essa ideia abriu uma nova era de enfrentamento à cultura de agressões ao público feminino. A iniciativa criada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem integrado os Poderes e a sociedade na luta para tirar o país do estigma de ser o quinto mais perigoso do mundo para a mulher viver. O programa foi precursor da Lei nº 14.188, de 28 de julho de 2021: pacote Basta. O qual proporcionou mudanças legislativas de proteção à mulher. A campanha se expandiu por 20 estados, se tornando Lei em muitos deles.
“Nós devemos mudar a nossa cultura machista e patriarcal. Temos avançado na legislação, agora estamos investindo na conscientização”, explicou a diretora de Governança, Jurídico e Compliance da Fibra, Flávia Zahr, aos colaboradores da Federação. “A participação dos homens é muito importante, porque eles conseguem também identificar o comportamento abusivo nos amigos e podem ajudar a orientá-los”, completou.
Durante a palestra, a diretora da AMB Mulheres destacou que não existe um perfil de abusador, assim como também não existe um perfil de vítima. “Qualquer mulher pode ser vítima em razão do gênero. Por isso é preciso estar atento e oferecer apoio”, concluiu.


