Campanha foi debatida durante encontro virtual realizado pela juíza Adriana Mello e a líder do Projeto Uerê
A Campanha “Sinal Vermelho” foi lançada em 2020, em decorrência do crescimento dos índices de feminicídio provocado pelo isolamento social em razão da pandemia, fazendo com que inúmeras mulheres passassem a conviver mais tempo com os agressores. Um dado alarmante demonstra que 82% dos feminicídios são cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Devido a gravidade do cenário, em 2021 a Campanha se tornou Lei Federal (14.188) e ganhou diversas partes do Brasil. Cerca de 15 milhões de pessoas já foram impactadas nas redes sociais com o compartilhamento de quase 30 mil fotos por meio da hashtag #sinalvermelho.
Com o intuito de dar visibilidade ao tema, a juíza Adriana Mello (TJ-RJ) e a professora e líder do Projeto Uerê, Yvonne Bezerra de Mellono, realizaram uma live no Instagram. Durante o encontro virtual, a magistrada disse que “na maioria das vezes as mulheres têm medo de denunciar, porque a violência doméstica é muito perversa. Em diversos casos elas estão dentro de casa com os filhos, sofrendo humilhações, xingamentos, mas conseguem sair um pouco para ir ao mercado, à farmácia, por isso a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criaram a Campanha Sinal Vermelho, que tem salvado vidas. Para pedir ajuda, basta a mulher fazer um “X” vermelho na palma da mão e mostrar, seja em uma farmácia, agências do Banco do Brasil ou em local público, e alguém que conhece esse gesto poderá ajudá-la”, explicou a magistrada.
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